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O mergulho no gigante do pré-sal

05/08/2014 em BRAZILIAN BUSINESS
Setor privado acompanha com expectativa os primeiros movimentos para a exploração de Libra, um campo de 1,5 mil quilômetros quadrados
FPSO Cidade de Paraty: Petrobras calcula que sejam necessários 12 sistemas de produção para Libra (Divulgação/Agência Petrobras)
Por Cláudio Motta

Maior área de exploração do mundo, segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Libra foi arrematada há quase um ano pelo consórcio formado pela Petrobras (40%), pela anglo-holandesa Shell e pela francesa Total (ambas com 20%), além das chinesas CNPC (10%) e Cnooc (10%). As companhias vão somar esforços, ao lado da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), para atuar em um campo que se espalha por 1,5 mil quilômetros quadrados (equivalente à cidade de São Paulo) e está localizado em águas ultraprofundas da Bacia de Santos, no polígono do pré-sal. Um gigante que já mobiliza o mercado.

Em setembro, deverá ser concluído o processo iniciado em março de 2014 para a contratação do FPSO (floating production, storage and offloading, uma unidade flutuante de produção, armazenamento e descarga), informa a Petrobras. Ainda neste semestre, deverão ser iniciadas as operações de perfuração dos dois poços do Programa Exploratório Mínimo (PEM) de Libra, “cumprindo, assim, o compromisso firmado pelo consórcio vencedor do leilão”, explica a gerente executiva da Petrobras para a área de Libra, Anelise Quintão Lara.

Além da perfuração dos dois poços, o PEM prevê a aquisição sísmica 3D de toda a área do bloco e a realização de um Teste de Longa Duração (TLD). O trabalho exploratório deve estar concluído até o fim de 2017, de acordo com informações da executiva da Petrobras em entrevista exclusiva à revista Brazilian Business.

Esses estudos vão ajudar a definir detalhes do modelo ótimo de produção para o bloco de Libra. A primeira estimativa da Petrobras calcula que sejam necessários 12 sistemas de produção para operar na área. “O projeto Libra deverá gerar um impacto significativo não só na cadeia de fornecedores brasileiros do setor de petróleo e gás, mas também entre as empresas estrangeiras interessadas em desenvolver negócios no Brasil. A primeira plataforma de Libra deverá entrar em operação em 2020, e as outras 11 estão previstas para começar a produzir entre 2020 e 2030”, diz Anelise.

A cada decisão do consórcio que vai explorar Libra – liderado pela Petrobras –, toda a cadeia do setor fica atenta. A escolha do FPSO é uma peça-chave para que o mercado colha evidências robustas sobre novas oportunidades que devem surgir. “As estimativas iniciais apontam para investimentos de cerca de US$ 100 bilhões ao longo do desenvolvimento da produção. Esses números são impressionantes e impactariam a atividade em qualquer lugar do mundo. Essa escala potencializa a atração e o desenvolvimento de novos fornecedores no País”, analisa Eloi Fernández y Fernández, diretor-geral da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip).

Grandes players consideram que 2014 e 2015 devem ser encarados como anos de transição e consolidação para a indústria de serviços de petróleo. “O mercado prepara para atender as demandas geradas pelas rodadas 11, 12 e Libra, o que deve acontecer nos próximos três anos. No cenário atual, as companhias aguardam mais visibilidade para os planos de exploração e desenvolvimento do campo de Libra”, diz José Firmo, presidente da Schlumberger. “Libra, como já conhecemos, sofre ainda com gargalos de infraestrutura e capacitação de mão de obra especializada, dificuldades estas que o setor está buscando superar.”

Diante disso, a Schlumberger continua investindo em eficiência operacional para superar os desafios tecnológicos de Libra e do pré-sal e "acompanha o movimento do setor de óleo e gás, aguardando os planos de investimentos e continuidade das rodadas”, conclui Firmo.

Oferecer as soluções para esses desafios técnicos que o pré-sal apresenta também mobiliza o mercado. Os poços em algumas áreas de Libra podem alcançar uma profundidade de até 7 mil metros, de acordo com informações de Adriano Bastos, executive account director da GE Oil & Gas. A empresa desenvolve materiais especiais para condições do óleo extraído na região e técnicas de exploração que suportem as altas pressões.

“A GE está comprometida com o desenvolvimento do País e, por isso, sempre busca desenvolver soluções que atendam as características específicas do mercado nacional. A empresa enxerga Libra como um mercado cheio de oportunidades para o desenvolvimento de novas tecnologias e aplicação das já existentes”, afirma Bastos.

A capacidade técnica dos fornecedores precisa estar bem dimensionada para a crescente demanda. Só a GE Oil & Gas investiu, em 2012, US$ 262 milhões para ampliar as fábricas de Niterói e Macaé, no Estado do Rio, e Jandira, em São Paulo. “Estamos preparados para atender a demanda do mercado local”, garante Bastos. “As maiores oportunidades de Libra correspondem ao potencial de produção do campo, que tem uma grande reserva natural e baixo risco de não encontrar petróleo. Os gargalos podem estar relacionados aos custos de investimento e à infraestrutura necessários para a produção do campo.”

Investimentos do setor privado são fundamentais para os planos de exploração de Libra. De acordo com a Petrobras, o volume de encomendas de novas plataformas será suficiente para garantir a sustentabilidade dos estaleiros nacionais a longo prazo.
As empresas especializadas na construção de módulos e a indústria fornecedora de equipamentos e serviços também receberão muitas encomendas, tendo em vista os índices de conteúdo local que estão sendo exigidos. Em projetos básicos e de detalhamento, esses percentuais são de 90%, informa a Petrobras.

“Entretanto, para que essa grande demanda de bens e serviços possa ser capitalizada para a indústria naval e para os construtores e fabricantes nacionais, será necessário que essa indústria trabalhe nos pontos-chave que hoje impactam sua competitividade e produtividade”, diz Anelise. “Podemos citar: planejamento e gestão, integração da cadeia de subfornecedores, capacitação da mão de obra e da supervisão e recuperação da engenharia de concepção, engenharia industrial e de produto. Como os desafios são grandes, o aspecto de planejamento e gestão é crítico, merecendo bastante atenção.”
Diante de tantas oportunidades, Nelson Leite, presidente da FMC Technologies do Brasil, mostra-se otimista: “Esperamos que o campo possa contribuir para manter o nível de encomendas da indústria, como também possibilitar a introdução de novas soluções tecnológicas”.

Pesquisa realizada pela KPMG indica que a indústria de óleo e gás foi uma das que mais realizou fusões e aquisições em 2013, informa Manuel Fernandes, presidente do Comitê de Energia da AmCham Rio. “Um dos grandes players do setor, a BG Group tem plano de investimento de US$ 30 bilhões nos próximos dez anos. Existem ainda os novos entrantes do setor por meio de fusões e aquisições. Foram 38 operações em 2013, contra 19 em 2012.”

Libra também está cercado de desafios. Entre eles, a própria estrutura do consórcio, formado por gigantes do setor que atuarão em conjunto sob a liderança da Petrobras, alertam especialistas. “A presença de quatro experientes companhias estrangeiras em bloco do pré-sal, mesmo sem o caráter de operador, sempre poderá trazer novas ideias”, afirma Wagner Freire, consultor sênior da FGV Energia.

Já Segen Estefen, professor de Engenharia Oceânica da Coppe/UFRJ e coordenador do Laboratório de Tecnologia Submarina (LTS) da universidade, acredita que será necessário um período de adaptação para que essas grandes organizações, com culturas distintas, cheguem a um entendimento. “Entendo que esteja acontecendo, nesta primeira fase, a discussão acerca de como os comitês vão atuar, como as empresas vão agir tecnicamente, qual será o papel de cada uma. A Petrobras será a operadora, mas daí para uma definição técnica em relação aos processos e cultura de cada empresa vai uma longa distância”, ressalta Estefen.

A estrutura da operação, que está sendo definida, determina consequências em cascata, diz o especialista da Coppe: “Não acredito que tenha um, mas vários pontos a serem aperfeiçoados. Por exemplo, quando se definem as estruturas de produção, todo o projeto submarino está implícito. São questões para os próximos 20, 30 anos, como manutenção, inspeção e custos”.

Outro aspecto importante que Libra traz à tona é o próprio modelo de partilha. O Brasil, agora, passa a conviver com três arcabouços regulatórios diferentes. Cada um desses regimes apresenta particularidades: Partilha da Produção – inaugurado com o leilão de Libra, que rege as áreas de ocorrência no pré-sal e em eventuais áreas estratégicas, em que o risco exploratório é relativamente baixo em comparação com outras áreas em bacias sedimentares brasileiras; Cessão Onerosa – que rege apenas um conjunto de blocos na Bacia de Santos, onde a Petrobras detém 100% dos direitos sobre um total de até 5 bilhões de barris de óleo equivalente; Concessão – que vigorou a partir da criação da Lei do Petróleo (Lei 9.478/97), de 6 de agosto de 1997, e rege todas as áreas fora do polígono do pré-sal e as que, mesmo dentro dele, já estavam sob contrato quando foi criado o modelo de partilha de produção.

“A Petrobras reagiu rapidamente às mudanças e implementou os mecanismos de gestão necessários para enfrentar cada situação. Na visão da Petrobras, não há modelo único ideal para exploração do pré-sal, pois cada um apresenta suas especificidades”, afirma Anelise.
Essa opinião, porém, ainda não é consenso no mercado. “Ainda existem dúvidas, por parte da indústria, de como vai funcionar o modelo de partilha no que tange às definições de estratégias de exploração e desenvolvimento. O modelo é novo, logo, há muito a aprender”, diz Fernandes, da AmCham Rio.

Para Fernández y Fernández, da Onip, “já parece claro que o modelo atual peca pela participação compulsória da Petrobras e pela exigência desta de cumprir o papel de operadora única”.
Freire, consultor da FGV Energia, considera o modelo “pouco atraente para os investidores e, em muitos aspectos, desinteressante para a Petrobras, por tornar obrigatória sua participação com pelo menos 30% em todos blocos que venham a ser concedidos e, além disso, como operadora desses blocos. Por outro lado, o acordo de participação das companhias associadas tem a presença de uma companhia estatal, a PPSA, que não aporta recursos financeiros e tem poderes discricionários, que fogem aos padrões da indústria”.

Também há incertezas em relação aos mecanismos de investimento em pesquisa e desenvolvimento. Nos últimos dez anos, um grande número de laboratórios foi construído, principalmente fruto dos investimentos da Petrobras. A estrutura criada ajuda a explicar o destaque brasileiro na criação de tecnologias para a exploração de petróleo em alto-mar.
“A comunidade científica discute o problema em âmbito nacional e se esforça para passar a mensagem de que esses investimentos precisam ser preservados para que as pesquisas tenham continuidade. É preciso definir o percentual que vai ser dedicado às pesquisas nesse sistema de partilha”, defende Estefen.

O Parque Tecnológico instalado na UFRJ, na Ilha do Fundão, é um exemplo de como a indústria do petróleo é importante para pesquisadores. “Existem iniciativas do governo para estabelecer um instituto para a pesquisa oceânica e há outras questões, como o uso econômico, a geração de empregos e o desenvolvimento tecnológico, além da influência dos oceanos para as mudanças climáticas. Essas pesquisas são viabilizadas, em grande parte, pela indústria de offshore no Brasil”, diz Estefen.
No Parque Tecnológico da UFRJ, o 5º Centro Global de Pesquisa e Treinamento (GRC) da GE, o primeiro da América Latina, será inaugurado até o fim deste ano: um investimento de US$ 20 milhões. “O laboratório de petróleo e gás, dentro do próprio GRC, se concentrará em pesquisas de tecnologias avançadas para o setor, com o objetivo de desenvolver novos produtos e serviços que tragam soluções para o mercado nacional de exploração offshore e em águas ultraprofundas”, anuncia Bastos.

ENTRE ASPAS

"Libra é importante para o setor de óleo e gás no País, pois representa a continuidade dos desenvolvimentos no pré-sal. Esperamos que o campo possa contribuir para manter o nível de encomendas da indústria, como também possibilitar a introdução de novas soluções tecnológicas", Nelson Leite, Presidente da FMC Technologies do Brasil.

"A presença de um único operador, a Petrobras, torna a atividade desfavorável à inovação e ao desenvolvimento de tecnologias mais eficientes e menos dispendiosas", Wagner Freire, consultor sênior da FGV Energia.

"As maiores oportunidades de Libra correspondem ao potencial de produção do campo, que tem uma grande reserva natural e baixo risco de não encontrar petróleo. Os gargalos podem estar relacionados aos custos de investimento e à infraestrutura necessária para a produção do campo", Adriano Bastos, executive account director da GE Oil & Gas.

"Ainda existem dúvidas, por parte da indústria, de como vai funcionar o modelo de partilha no que tange às definições de estratégias de exploração e desenvolvimento. O modelo é novo, logo, há muito a aprender", Manuel Fernandes, presidente do Comitê de Energia da AmCham Rio.

"Já parece claro que o modelo atual peca pela participação compulsória de participação da Petrobras e da exigência desta de cumprir o papel de operadora única. Para os fornecedores, a pluralidade de clientes é parte importante das estratégias de crescimento", Eloi Fernández y Fernández, diretor-geral da Organização Nacional da Indústria do Petróleo.

"O campo de Libra é a maior novidade no cenário de produção de petróleo no Brasil nos últimos anos, seja pela dimensão, pelo desafio tecnológico, pelo volume que pode produzir e, também, pela chegada do regime de partilha", Rafael Lourenço, diretor-superintendente da AmCham Rio.

"A Petrobras dispõe de recurso em caixa para investir em Libra. Esses recursos estão previstos no Plano de Negócios e Gestão da companhia para o período 2014-2018 e também foram considerados na análise do Plano Estratégico 2020-2030", Anelise Quintão Lara, gerente executiva da Petrobras para a área de Libra.

"Libra, como já conhecemos, sofre ainda com gargalos de infraestrutura e capacitação de mão de obra especializada, dificuldades estas que o setor está buscando superar", José Firmo, presidente da Schlumberger.

"A indústria aguarda com muita expectativa a série de contratos que vão ser concedidos, certamente levando em consideração que se trata de uma oportunidade única", Roberto Ramos, presidente da AmCham Rio.

"Quando as estruturas de produção são definidas, todo o projeto submarino está implícito. São decisões que vão ter impacto pelos próximos 20, 30 anos", Segen Estefen, professor do Programa de Engenharia Oceânica da Coppe/UFRJ.

" O pré-sal brasileiro, com o que já foi descoberto, aponta para volumes recuperáveis de 28 a 35 bilhões de barris de reserva. Isso é algo sem igual, a atratividade é imensa. Libra tem potencial de volumes recuperáveis de 8 a 12 bilhões de barris de reserva", Oswaldo Pedrosa, presidente da PPSA.

"Libra provavelmente é o maior desenvolvimento offshore do mundo, tem que entrar no Guiness Book este ano. Então, queremos otimizar as soluções técnicas e maximizar a economia do projeto para nós e para o governo", Denis Palluat de Besset, presidente da Total E&P do Brasil.

“Os parceiros do consórcio estão focados em contribuir com a Petrobras para termos um bom começo de projeto, de olho nos primeiros resultados do programa exploratório”, André Araujo, presidente da Shell.


CONFERÊNCIA DE LIBRA

Conferência realizada pela AmCham Rio analisa as repercussões para o mercado
O evento reuniu presidentes de grandes empresas, representantes do governo e especialistas

Ímpar pela dimensão, pelo desafio tecnológico, pelas condições inéditas da concessão, pela capacidade produtiva, Libra poderá responder pela metade da produção brasileira. “Tudo isso faz de Libra um marco e, portanto, justifica todo o interesse da sociedade”, disse Roberto Ramos, presidente da AmCham Rio, que foi um dos moderadores da conferência “Libra: repercussões para o mercado e o que esperar do novo modelo de partilha”, realizada pela Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro, no dia 25 de julho, na Casa do Empresário.

O evento – que teve como patrocinador máster a Domingues e Pinho Contadores (DPC) e o patrocínio da KPMG e Halliburton, além de apoio institucional do Brazil-U.S. Business Council e apoio da FGV Energia, Federação das Câmaras de Comércio Exterior (FCCE) e TN Petróleo – reuniu presidentes de empresas importantes do mercado, representantes do governo e especialistas, que analisaram as expectativas dos fornecedores e prestadores de serviços.

O modelo de partilha adotado no leilão de Libra também gerou debate entre os participantes da conferência. “Ainda existem dúvidas, por parte da indústria, de como vai funcionar o modelo de partilha no que tange às definições de estratégias de exploração e desenvolvimento. O modelo é novo, logo, há muito a aprender”, afirmou Manuel Fernandes, presidente do Comitê de Energia da AmCham Rio e também moderador da Conferência Libra.

Presidente da Pré-Sal Petróleo (PPSA), Oswaldo Pedrosa ressaltou a atratividade de Libra, que tem potencial de volumes recuperáveis de 8 a 12 bilhões de barris de reserva. “O pré-sal brasileiro, com o que já foi descoberto, aponta para volumes recuperáveis de 28 a 35 bilhões de barris de reserva. Isso é algo sem igual, a atratividade é imensa”, disse. “Na medida em que o aprendizado se intensificar, os custos vão ser reduzidos, o gerenciamento de risco será muito melhor controlado. Só vejo um cenário altamente positivo para o setor petrolífero brasileiro no setor do pré-sal”.

Denis Palluat de Besset, presidente da Total E&P do Brasil, por sua vez, se mostrou preocupado com a escalada global dos custos de produção e exploração, que sobem cerca de 10% ao ano, enquanto o preço do barril de petróleo segue estável na casa dos US$ 100. “O Brasil tem a regra do conteúdo local, que é forte e importante. Mas é necessário desenvolver uma cadeia de fornecedores com competitividade dentro do jogo mundial”, disse Besset. “Hoje estamos com 2 objetivos contraditórios: produzir óleo rapidamente e, ao mesmo tempo, otimizar o desenvolvimento de Libra. Vamos começar como o sistema da Petrobras, e, ao mesmo tempo, fazer todos os estudos necessários para a otimização do sistema. Com a parceria da PPSA, pouco a pouco encontraremos novas soluções para aumentar a economia do projeto”.


ENTENDA LIBRA

O bloco de Libra tem cerca de 1,5 mil quilômetros quadrados em águas ultraprofundas da Bacia de Santos, no polígono do pré-sal. A previsão da Petrobras é de que um sistema piloto entre em operação a partir de junho de 2020. No entanto, já será possível obter alguma produção de óleo proveniente do Teste de Longa Duração, que será realizado ainda no período exploratório, a partir de dezembro de 2016 até o fim de 2017. O pico de produção deve ser atingido em meados de 2020.

Somente a Petrobras tem um orçamento global aprovado para a realização das principais atividades que compõem o programa de trabalho de 2014 fixado entre US$ 400 milhões e US$ 500 milhões. Ainda é necessário investir na fase exploratória (perfuração e avaliação de poços, testes de longa duração, aquisição e processamento sísmicos) e na fase de desenvolvimento da produção (perfuração e completação de poços, sistemas de coleta e exportação, construção de unidades de produção etc.). A empresa não divulgou o valor total, alegando que ele será detalhado quando os estudos forem concluídos.

A atual estimativa da Petrobras considera que 12 sistemas de produção serão necessários para operar na área de Libra. A primeira plataforma deverá entrar em operação em 2020.
Neste semestre, as operações de perfuração dos dois poços do Programa Exploratório Mínimo (PEM) de Libra serão iniciadas. Desta forma, o consórcio vencedor do leilão – Petrobras (40%), Shell (20%), Total (20%), CNPC (10%) e Cnooc (10%), com a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) – cumpre o compromisso com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
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