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“Flight to quality”: aterrissando em empreendimentos de primeira linha

04/07/2017 em ARTIGOS
Artigo por Alberto Robalinho*
(ThinkStock/RyanKing999)
O termo vem de fora, evidenciando uma tendência mundial que cada vez mais movimenta o mercado imobiliário comercial aqui no Brasil. “Flight to quality” é uma expressão que indica a migração dos escritórios corporativos para empreendimentos de melhor qualidade, normalmente edifícios triple A, com certificação LEED e todos os benefícios de um prédio sustentável. Essa melhoria ocupacional traz diversas vantagens para as empresas, desde ambientes de trabalho mais agradáveis, espaços automatizados, maior probabilidade de interação entre os colaboradores e até mesmo uma localização mais conveniente.

Para quem busca mudanças, essa é a hora de tirar a ideia do papel e aproveitar as boas oportunidades que o mercado tem oferecido. Por exemplo, a taxa de vacância dos edifícios corporativos no Rio de Janeiro é expressiva. De acordo com levantamento da CBRE, essa taxa fechou o primeiro trimestre deste ano em torno de 33% para edifícios de primeira linha e em 26% para o mercado de um modo geral. A oferta de empreendimentos na cidade maravilhosa teve um boom entre 2008 e 2010, influenciada, principalmente, pelo mercado de Óleo e Gás e pela expectativa dos jogos olímpicos e outros eventos sediados na capital. Novas regiões da cidade foram valorizadas e os empreendimentos triple A se tornaram ícones de arquitetura, mesclando-se hoje com as paisagens naturais do Rio de Janeiro, como na Barra da Tijuca, Cidade Nova e Porto Maravilha.

A demanda mais tímida, resultado da crise econômica e política que o País vem enfrentando, não acompanhou o estoque imobiliário. A oferta disponível somente no Rio de Janeiro fechou o primeiro trimestre de 2017 com mais de 1 milhão de m2. Já para edifícios classe A/AAA, essa oferta cai praticamente pela metade, ficando em torno de 600 mil m2, o que comprova um movimento migratório e o interesse das empresas em otimizar e replanejar suas ocupações. Nesse cenário, vale a pergunta: por que é necessário aproveitar essas oportunidades rapidamente se há tantos espaços sendo oferecidos?

Antes de qualquer coisa, eles provavelmente vão encarecer – e isso acontecerá em um futuro não tão distante. O ciclo imobiliário acompanha a economia e, com sinais de melhora que começam a surgir, os atrativos oferecidos até então tendem a reduzir.

Além disso, o Rio de Janeiro tem a sua economia diretamente atrelada ao mercado de Óleo e Gás. Com a recente recuperação do preço do barril e a confirmação de novas licitações de blocos para exploração e produção de petróleo e gás natural, o mercado imobiliário se beneficiará com a geração de demanda por espaços de escritórios, possibilitando crescimento e mais investimentos.

Nos últimos meses, já tem se observado o aumento dessa absorção (ocupação) em comparação aos trimestres anteriores. No primeiro trimestre de 2016, foram registrados pouco mais de 27.000 m² de absorção, contra mais de 78.000 m² apenas nos três primeiros meses deste ano, uma alta próxima de 200%, sendo uma parcela significativa em edifícios Triple A ou classe A.

O movimento é gradual e quanto mais a economia se movimenta, maiores são as mudanças. Os escritórios de boa qualidade estão lá, prontos para serem ocupados. Os novos empreendimentos estão à espera desses ocupantes. Basta pegar o voo e aterrissar nesses edifícios de primeira linha construídos na cidade maravilhosa.

*Alberto Robalinho é Diretor Regional da CBRE – RJ

**Os artigos assinados são de total responsabilidade de seus autores, não representando necessariamente a opinião dos editores e da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro.
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