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Especialistas discutem desafios, riscos e benefícios do compliance no setor de saúde

20/04/2017 em Notícias
Código de conduta, treinamento interno e externo e canal de denúncias são algumas das ferramentas que beneficiam a empresa
Da esquerda para a direita: Marina Mantoan, Bernardo Lemos, Gilberto Ururahy e Sandro Leal.
A Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio) promoveu nesta terça-feira, 18 de abril, o debate “Compliance em Healthcare – em busca de sustentabilidade na cadeia de saúde”. Com moderação de Gilberto Ururahy, diretor-médico da Med-Rio Check-Up e presidente do Comitê de Saúde da câmara, o evento contou com palestras dos especialistas Bernardo Lemos, sócio-diretor da KPMG, Sandro Leal, superintendente de regulação da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), e Marina Mantoan, senior manager da EY.


Para Marina, um programa robusto deve avaliar os riscos da companhia e minimizá-los, mas os benefícios vão além: é possível reduzir as consequências quando algo dá errado. Por outro lado, a empresa pode mostrar à sociedade o quanto trabalha para que suas ações sejam éticas. Ela explicou que a estrutura do compliance baseia-se em prevenção, detecção e resposta, etapas refletidas em fatores como código de conduta, canal de denúncias e investigação.


A pesquisa da KPMG sobre maturidade do compliance no Brasil, apresentada por Bernardo, revela que as principais responsabilidades da área são gerenciar o canal de denúncias, realizar a manutenção e a capacitação de valor e cultura de compliance por meio de treinamentos internos e externos. O estudo mostra, ainda, que no setor de saúde e farmacêutico os principais registros de denúncias estão relacionados à ética e conduta de seus profissionais, facilitação de pagamentos a terceiros e relacionamento com agentes públicos. Por outro lado, os principais desafios são capacitar o público interno e externo, identificar, avaliar e monitorar os aspectos de compliance e de regulação aplicáveis ao negócio, obter o patrocínio dos executivos e garantir a independência da função de compliance.


Marina enfatizou que as empresas que atuam no setor da saúde apresentam riscos específicos que devem ser considerados, como a interação frequente com agentes do governo. No entanto, a KPMG aponta em sua pesquisa que as empresas dos setores de saúde e farmacêutico entrevistadas não costumam realizar treinamentos ligados a relacionamento com agentes públicos. Outro risco é o uso de agentes e terceiros. Como as empresas utilizam subdistribuidores, agentes de vendas e outros terceiros intermediários, a conscientização em relação a uma conduta ética é mais difícil. Por isso, os treinamentos externos são tão importantes quanto os internos. “Os profissionais com quem nos relacionamos precisam saber qual é o tom da empresa, o que a empresa entende como ético” afirmou Marina.


Já Leal falou sobre o efeito de margens adicionadas no custo de materiais hospitalares. O marca-passo cardíaco, por exemplo, custa em torno de 20 mil dólares no Brasil e cerca de 3 mil dólares na Alemanha. Isso se deve a acréscimos ao longo da cadeia produtiva, como frete, tributos sobre venda e comissão do vendedor. “Muitas vezes, uma prótese de joelho, apesar de custar 2 mil reais, é vendida a 18 mil reais”, exemplifica Sandro. Na sua opinião, o setor precisa de uma forma de análise de impacto regulatório, como é feito em países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). “Não existe uma avaliação criteriosa do impacto do custo de observância de uma regulamentação, da sua influência nos consumidores e na concorrência em relação aos preços de mercado”, afirma.


Bernardo destacou o aumento da quantidade de especialistas e coordenadores que responderam ao estudo da KPMG, de 12% em 2015 para 20% em 2016. Para ele, isso significa que as empresas estão estruturando melhor sua área de compliance e delegando a resposta para quem trata com o tema no dia a dia. “A partir do momento em que se cria uma estrutura dedicada ao compliance, passamos a ter profissionais 100% focados nisso”, avaliou. Assim, fica mais fácil cumprir o que, segundo Marina, é o ponto central do compliance: proteger a empresa e os funcionários em si.


Confira as fotos do evento: http://bit.ly/2pGivf8
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