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Programa Gás Para Crescer tem potencial para alavancar a indústria

07/04/2017 em Notícias
Possíveis mudanças da iniciativa foram analisadas pelo Grupo de Óleo e Gás da AmCham Rio e convidados da EPE
Da esquerda para a direita: Ana Lopes, Giovani Machado e Thiago Barral.
O Grupo de Trabalho de Óleo e Gás da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio), em parceria com o Brazil - U.S. Business Council, se reuniu na última terça-feira, 4 de março, para discutir o projeto Gás Para Crescer, proposto pelo presidente Michel Temer. Renata Vasconcellos, membro do grupo e diretora sênior de políticas públicas do BUSBC, abriu o evento lembrando que o tema foi definido como uma das prioridades do grupo para 2017.


O grupo convidou dois especialistas da Empresa de Pesquisa Elétrica (EPE) para explicar o projeto: Giovani Machado, superintendente de gás natural e biocombustíveis da diretoria de petróleo, gás e biocombustíveis, e Thiago Barral, superintendente de projetos de geração da diretoria de energia elétrica.


Para Giovani Machado, é importante analisar as incertezas do cenário geral. Ele cita duas: a primeira, relacionada à incorporação de reservas na Bolívia, que não geram confiança para se esperar uma renovação plena em 2019, quando o contrato com o país será renegociado. “Se falarmos de atendimento de uma demanda variável, é razoável imaginar que isso possa ser atendido por GNL (gás natural liquefeito), e não pela Bolívia. Ainda mais nas condições de insegurança em relação ao volume de energia que será firmada em contrato com o país.” A segunda incerteza diz respeito à quantidade de gás do pré-sal que ficará disponível. Esse fator tem relação direta com o teor de CO2 (dióxido de carbono) desse gás. Na opinião de Machado, há um problema de efetividade da tecnologia: “Para haver uma maior oferta de gás, precisamos resolver a questão tecnológica, para que seja possível remover um maior percentual de CO2”, declarou.


Sobre a motivação da criação do Gás Para Crescer, Machado explica que houve um reconhecimento de que a Lei do Gás, de 2009, não apresentou instrumentos suficientes para o desenvolvimento da indústria nacional. Assim, decidiu-se rediscutir a indústria, seus dispositivos legais e regulatórios, para identificar o que seria necessário para tirar as barreiras ao desenvolvimento e aprimorar o marco legal e infralegal. Segundo ele, essa necessidade ficou muito evidente com o processo de desinvestimento que a Petrobras vem fazendo. Sobre a visão de futuro para a indústria, Machado afirmou: “Nós queremos um mercado de gás natural com diversificação de agentes, liquidez, competitividade, transparência de informação, que siga as melhores práticas internacionais do ponto de vista legal e regulatório e que contribua com o desenvolvimento econômico do país”.


Segundo Thiago Barral, a matriz elétrica brasileira sempre foi muito pautada na expansão hidroelétrica, com reservatórios de regularização. “As termoelétricas eram como seguros. Nos momentos de estiagem, consumiam-se os reservatórios. Dependendo do custo dessa termoelétrica, valeria mais a pena acionar uma termoelétrica e guardar água nos reservatórios para o futuro”, disse. “Com o passar dos anos, nossa matriz vem se alterando. Tem sido difícil viabilizar projetos de hidroelétricas com reservatórios de regularização.” Assim, grandes projetos hidroelétricos que foram viabilizados nos últimos anos não possuem regularização e, portanto, têm um regime sazonal bastante marcado. “Isso cria uma necessidade de operar as térmicas e alterar a forma de despacha-las. A tendência é que a questão de atendimento ao pico de consumo, que hoje ainda ocorre no verão, por causa principalmente de ar condicionado e altas temperaturas, passe a ser no inverno, que é quando as hidroelétricas estão com a vasão mais baixa”, prevê Barral.


O especialista falou, ainda, sobre as fontes de energia eólica e solar: “Elas são intermitentes, portanto, para operar um sistema de grande proporção exigem recursos energéticos. Esses recursos podem ser uma usina hidroelétrica reversível, mais reservatórios de regularização ou a termoelétrica a gás, que faz muito sentido para essa nova matriz que o Brasil está caminhando”. Do ponto de vista da indústria do gás, as termoelétricas gerariam sem parar, mas, do ponto de vista do setor elétrico, isso gera um desperdício muito grande de energia. “Se usamos térmicas inflexíveis, mudamos a forma de operar as hidroelétricas com o reservatório. Passamos a usar as termoelétricas para fazer a flutuação e controlar a geração eólica e solar. Mas, para isso acontecer, é preciso ter os reservatórios mais cheios. Essa equação é fundamental na relação entre o setor elétrico e o gás natural”, concluiu Barral.


Vejas as fotos da reunião do grupo: http://bit.ly/2nTdPB9
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